-iá,pá,pum,fight!
-uin uh uh ah
-hmm,tortinha!vai lá,'Você',a gente quer!
('Você' vai até a cozinha e enquanto isso...)
-pin pin pan pan pan pan(celular) ¬¬(cara dela ao ver),o véi...
-putz,lá vem,tá ligando-pá,pum-
-gente,ele se foi...
-.............................................................................
('Você',ao receber a notícia,volta pro quarto com o parceiro,de mãos vazias.Ao ver a cena,contrastando a anterior,se espanta e fica confuso,em silêncio.Não pode fazer muito)
Choros,abraços,indignação.
Que sensação estranha.Que sentimento dolorido,ruim,incompreensível,quase inexplicável.Um aperto no coração,amargura.A cabeça fervendo,os sentimentos à flor da pele,o choro pra expressar a dor.Afastamento,distância...eu me lembro;lembro o quão já fui próxima,o quanto já pude desfrutar da companhia,da risada,das piadinhas,das lamúrias.-Ei,maninha!Faz tempo;o tempo seguinte perdi,não soube mais da sua vida.
Soube há três semanas.
Uma notícia,uma vida,um destino incerto,cruel.Acabou sua bateria,não tem mais como recarrega-la.
Só restam choros e questionamentos.Ah,e adaptação.Não só pelo ser em questão,mas pelo fato em questão.
Por que inteligências são levadas do mundo dos terráqueos?Por que uns tem um período de vida tão curto e outros não?Por que vidas cheias de obstáculos,carreiras,festas,amigos,famílias,sorrisos,abraços,futuros filhos,amores,música,voz,bandas,guitarras,baixos e baterias...são interrompidas?Por que é tão difícil aceitar que isso VAI acontecer com todos?Por que dói tanto?
Por quê?...
Por quê?...
Por quê?...
Por quê?...
Não há respostas claras e que justifiquem tal fato da existência.
A vida são reticências com a única certeza de um ponto final.
Fique em paz.
Ele é o cara.
ResponderExcluirNão me conformo ainda.
Mas ele ta melhor que a gente... isso me conforta.
E na minha memória vai ficar como o fim trágico de uma tarde agradável.
ResponderExcluirEstava voltando ao quarto com uma piadinha na ponta da língua, fui interrompida pelo celular... e dei a notícia do único jeito que eu saberia dar.
Depois do silêncio vem o choro mais dolorido de escutar, o choro da minha querida considerada irmã mais nova pra mim.
Doeu.
Hora de confortar quem precisa.
Foi como entrar no museu de cera e ver o esboço de seu querido amigo, mas com aquela sensação de que ele está prestes a te pregar mais uma peça...'eu sei muleque, você vai levantar dai quando eu menos esperar e me pregar um baita de um susto neh?'..e essa sensação prossegue até o momento em que não se ouve mais risadas, não se escuta o tocar do violão, só apenas o ploc ploc, ali ele está, sem vida, sem o brilho que é só dele!
ResponderExcluirPra mim e pra todo mundo ele vai tá sempre aqui no meio da gente pregando peças, porque ele só pode ter ido lá pra cima, pra tomar conta de nós!
Força!