quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ps.: inside me

Breathing.Feeling.Loving.Hating.Arguing.Smiling.Crying.Fighting.Falling.Raising.Studying.Working.Walking.Sleeping.Dreaming.Dreamer.Doing.Waiting.Frightened.Brave.Longing.So far away.So close to.Without all.With all.Missing.Trying to.Givin' up.Pessimist.Optimist.Prouding.Risking.Worrying.Coexisting.
My body cell's r alive.My system is reacting all the time.
Am I living?

Living.What's the real meaning?

''Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même."

terça-feira, 27 de julho de 2010

Resiliência


Resiliência é uma propriedade física, pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal de formação elástica.
Porém, tal palavra é usada metafóricamente para explicar a capacidade humana de reagir a situações que causam impacto na vida.Da mesma maneira que ao batermos em um travesseiro, ele deforma e dali alguns segundos volta a seu estado normal, ao passarmos por uma experiência que nos causa desconforto, nos abala e deixa-nos tristes, temos a capacidade interior de levantar, recauchutar as pancadas e seguir em frente...
Quando encontrei esse termo vagando por aí, comecei a identificá-lo com minha realidade.
A partir de um momento na vida, é preciso desapegar-se de cordões passados e virar gente grande, evoluir mental, física e emocionalmente.Sem isso, ficamos presos a uma fixação infantil que acarreta uma imensa dificuldade em lidar com o jogo mundano.
Muitas vezes se almeja crescer, ser adulto e morar longe dos pais, acreditando conquistar uma liberdade excitante a qual proverá grana, drogas, sexo e rock'n roll.Todavia, tal teoria distingue-se um pouco da prática.Ao escolher encarar o dito 'mundo afora', é preciso coragem.Você não pode prever que tipo de pessoa irá conviver com, qual lugar irá parar, como é chegar em casa e não ter aquele cheiro bom de comida prontinha, como é não ter alguém pra te buscar quando estiver chovendo ou não ter uma academia movimentada todos os dias.Optando por sair de casa, ir trabalhar e/ou estudar fora, você está sujeito a pressões de todo lado (não que estando em casa, no conforto dos pais e amigos, tal pressão não exista).Mas são situações totalmente diferentes, daquelas que você chega a pensar naquela frase clichê:"Eu era feliz e não sabia!".Dá vontade chorar e sair reclamando de tudo.Vem o chefe e fala que você deve fazer isto ou aquilo à maneira dele.Aparece uma mulher louca e mandona, a qual você tem que ter jogo de cintura e paciência pra não sair quebrando tudo...ou seja, o tempo todo, quase, socos são tomados e ao mesmo momento, tem de estar em pé, voltar ao estado normal e perceber o quão engrandecedor foi aquela pancada, aquela dor efêmera.Felicidade são lacunas na vida, sim, são; mas nem por isso é preciso se fazer de vítima e achar que tudo é uma merda.Ter resiliência é saber crescer de forma inteligente, consciente de que toda 'provação' por que se passa, dará frutos recompensadores...fato!
Só que, embora toda essa falação acima, acho necessário citar, como em todas as ocasiões, o efeito colateral 'negativo' que dura uns instantes, ou alguns dias.Tomemos novamente o travesseiro.Observe que ele sofre uma pressão e logo volta.Mas imagine essa cena em câmera lenta: o material fica um tempinho ali, pressionado, deformado.É esse momento que dói e que, transferindo para o corpo humano, pode não retornar.A gente tem o direito de 'curtir a fossa', não é mesmo?Tal fossa, nos remete a uma consciência de feto, que quer estar envolto por uma casca de proteção, que quer alguém pra nos ouvir, passar a mão na cabeça e assim deixar estar.
Ah...quão cômodo seria se isso trouxesse algo evolutivo...
Tão fácil e gostoso, né?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ainda penso

Sinto um cheiro de mofo neste blog, acho que não venho aqui faz uns decênios.
Desde o último esperançoso post que falava sobre um futuro trote, tudo mudou.
O trote não aconteceu, a tão antigamente sonhada vaga no curso de Engenharia não foi adquirida...vocês devem estar pensando: ''Oh, pobre vítima da vida, tanto se dedicou e nenhum fruto colheu'', no começo me senti assim mesmo, foi mais cômodo.Porém, hoje posso dizer com a maior certeza: graças a alá que eu não passei!
Calma, eu posso explicar...deixe-me apenas organizar os fatos.
Depois que o resultado do vestibular saiu, e vi que mais uma vez não deu em nada, entrei em desespero, me vi sem saída, sem rumo, sem paz, sem vontade continuar."O que fazer?Não passei mas não vou torrar meu dinheiro com um cursinho top em vão, não quero mais morar aqui, não quero ninguém próximo a mim...vou ficar aqui aguardando sentada, passando horas no ócio?Sem reagir a tal turbilhão?Sim, vou, não tenho força.Não, não vou, sou mais forte do que eu.Tá, então por onde começar?".E assim foram meus sentimentos, entre o diabinho e o anjinho.
Até que com a luz sagrada de seres superiores (Meus maiores amores, digo), eu pude encontrar uma solução.Esta não foi algo a ser super comemorado do tipo:"Uau!Um escape", mas algo a ser enfrentado, que traria mudanças e desconfortos.
O resultado?Peguei o voo rumo a São Carlos - SP ( que por increça que parível é onde eu quero estudar, ainda) e fui conviver com o mundo.
Oh, shit, o que eu fui fazer...bom, pelo menos eu tinha alguém pra me receber na cidade.
Cheguei com a intenção de continuar estudando, óbvio, e também de trabalhar.Sabia que não seria fácil, contudo eu tinha em mente que trabalhando eu ia me desenvolver pessoalmente, e lidar com as situações da vida mundana real.Jogo de cintura, ficar sob pressão, aprender com estereótipos dos mais distintos.Com isso, eu acreditava e ainda acredito que poderia refletir no meu lado vestibulando de ser.A tarefa é árdua...
Lá vou eu entrar em sites de emprego: tudo exigia experiência!"PUTA MERDA, O QUE EU TÔ FAZENDO AQUI!!!!!!!!!!!!!"E naquela noite, as lágrimas rolaram.
Todavia, nada como um dia após o outro, não?Senti que estava faltando mais atitude de minha parte.Rodei a Sanca com o google maps na mão espalhando currículo até pra loja de R$ 1,00 (o que vale é a humildade).E, concomitantemente, comendo os livros, todos já decorados.
Os dias se passaram e, se caiu na rede é peixe, fui parar numa loja de roupas cuja dona era uma megera maluca estúpida.Trabalhei mais limpando banheiro do que vendendo.Eu juro, a mulher era a própria representação da Miranda de O Diabo Veste Prada!Foi um mês naquele teste, que por mais amargurante que fosse, foi muito útil.No final da minha passagem por lá, a Mirandinha desceu um pouco do salto, mas essa fica para os próximos capítulos.
Após vencer o primeiro chefão, "subi de posto".Cá estou em uma imobiliária, a 5 min da minha casa, trabalhando de secretária.Além de me esforçar pra render o tempo e poder caminhar,estudar e trabalhar.
Com esta função, tenho a regalia de poder acessar a internet (por acaso, estou no trabalho) e estudar mais um pouco nos intervalos.Em adendo o salário, claro, a melhor parte haha.
Apesar de tudo, sempre tem os obstáculos...trabalho aos sábados até 12:30h.Quando não pego carona com minha irmã pra ir a Poços, dependo do ônibus que sai 12h, ou seja...
Tá bem corrido pra ir à cidade de origem, quando eu vou, não dá pra respirar...but, i've choosen!
A questão é que eu ainda sinto MUITA falta da minha família, amigos, namorado...
É duro cortar o cordão umbilical, mano!Quanta coisa eu não dava valor...
Eu, que andava com preguiça das pessoas, que queria me isolar, hoje sinto-me sozinha, vazia em certas partes, distante de quem amo.Porém, distante apenas nos quilômetros.
Bom, no plano profissional, é por aí.Agora, houve outras mudanças no plano estudantil.Depois de muitas análises e sensações, encontrei meu dom, apesar da minha criança já saber desde sempre, eu insisti em negar que eu quero mesmo é fazer fisioterapia, e lá vou eu!Enfrentando todos os preconceitos...agora vai!
Dias de luta e dias de glória.Eu continuo a minha história.
Ai, falei demais.